hoje escrevo sobre a rua
uma que não me destrua
nem me conclua
hoje observo teu movimento distante
e escrevo sobre a rua
não minha...
não tua...
apenas uma rua,
nua
dispersa
obesa
e crua
sobre a rua ...
junto as palavras
prendo as lágrimas
e suspirando em letras,
sobre a rua
não minha, não tua...
sobre a rua...
olho, não observo, fixo e vejo
desprovida
e comprida
tímida e destruída
completa mas não concluída
apedrejada
aprisionada
triste
e nua, a rua ...
levanto-me
e percorro a rua
corro, não fujo
vejo em movimento parado
em tempo fotografado
triste e apenas, a rua ...
não minha, não tua...
talvez conclua
que a calçada já não canta
que a vida já não me espanta
nesta rua...
não minha, não tua ...
(um texto dois blogs, porque hoje faz sentido...)
quero ver a resposta joao
como duas ideias sobre um mesmo pensamento, duas formas de realidade, a demência e a insanidade, a resposta e a proposta, a receita e a prescrição... o ousar acordar de um sonambulismos que por este mundo nos é prescrito
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
round 2 ? a resposta ...
auto-controlo?
para quando o controlo não necessário
apenas profundo conhecimento
das verdadeiras razoes do ser
respirar
viver
ousar não crescer
mas pontualmente escolher
o momento da simples e pura evolução
de um volátil coração
e de uma complexamente simples ilusão
de que meu cérebro
se rege por alguma impropria
obscena
obscura
razão.
sem nomes ou cores
sem medos
relevos ou tremores
apenas psicadélica corrente
em uma mente não dormente
sempre efervescente
tumulto de palavras
sem ideias claras
simples tons de cinzento não negro
em claro fundo não branco
sem linhas nem quadrados
sem réguas nem esquadros
apenas livres pensamentos emoldurados
para que assim sejam guardados
e mais tarde rebuscados
servindo de fundamento
a incongruente discurso
desprovido de mental razão
mas completo de razão pessoal
afectando o ler impessoal
do visual mundo que por mim passa
fazendo desta mente devassa
uma colecção não escassa
de limpas imagens em legendas de chinês...
assim me lês, não compreendes e reles
mas nem na vigésima vez
almejas perceber o que assim me fez ...
bem ... mais logo lanço o round 3 ...
para quando o controlo não necessário
apenas profundo conhecimento
das verdadeiras razoes do ser
respirar
viver
ousar não crescer
mas pontualmente escolher
o momento da simples e pura evolução
de um volátil coração
e de uma complexamente simples ilusão
de que meu cérebro
se rege por alguma impropria
obscena
obscura
razão.
sem nomes ou cores
sem medos
relevos ou tremores
apenas psicadélica corrente
em uma mente não dormente
sempre efervescente
tumulto de palavras
sem ideias claras
simples tons de cinzento não negro
em claro fundo não branco
sem linhas nem quadrados
sem réguas nem esquadros
apenas livres pensamentos emoldurados
para que assim sejam guardados
e mais tarde rebuscados
servindo de fundamento
a incongruente discurso
desprovido de mental razão
mas completo de razão pessoal
afectando o ler impessoal
do visual mundo que por mim passa
fazendo desta mente devassa
uma colecção não escassa
de limpas imagens em legendas de chinês...
assim me lês, não compreendes e reles
mas nem na vigésima vez
almejas perceber o que assim me fez ...
bem ... mais logo lanço o round 3 ...
domingo, 7 de novembro de 2010
Auto-Controlo
Por favor abra numa nova aba o link apresentado e apenas comece a ler, muito lenta e calmamente, o texto apenas no momento em que a música começar.
Obrigado.
http://www.youtube.com/watch?v=l7_bpeiIJ2A
...
Isolo-me
Com esta música, calma, apaixonada.
Controlo
esta fúria abandonada
em meu corpo enquadrada
desenquadrando-me de tudo o resto.
Quanto mais alto o volume
mais força ganha o meu querer
preso dentro de mim
nesta paz
que me faz
não querer sair
deste mundo
que tem as cores que pinto
claras, escuras
dependendo do que sinto.
este mundo
que tem o nome que lhe dou
com letras, palavras
alinhadas, organizadas
com aquilo que sou.
Sentido?
Pode não fazer nenhum
mas é mesmo assim.
Obrigado.
http://www.youtube.com/watch?v=l7_bpeiIJ2A
...
Isolo-me
Com esta música, calma, apaixonada.
Controlo
esta fúria abandonada
em meu corpo enquadrada
desenquadrando-me de tudo o resto.
Quanto mais alto o volume
mais força ganha o meu querer
preso dentro de mim
nesta paz
que me faz
não querer sair
deste mundo
que tem as cores que pinto
claras, escuras
dependendo do que sinto.
este mundo
que tem o nome que lhe dou
com letras, palavras
alinhadas, organizadas
com aquilo que sou.
Sentido?
Pode não fazer nenhum
mas é mesmo assim.
Confusão...
Confusão...
Na minha cabeça encontras
confusão
desorientação
preocupação.
E é assim que tenho vivido,
Olho para tudo e nada faz sentido
confusão
Olho para tudo e nada encontro
desorientação
Olho para tudo e tudo me apoquenta
preocupação
Não acabo o que começo
depois de parar não recomeço
tenho vontade de ir
mas não paro de fugir
Perdido
estou perdido.
Em tudo.
Na vida.
Mas isso vai acabar,
quando eu souber recusar
a influência que tens
em mim.
Dás,
tiras,
dás,
tiras,
vezes sem conta
o desejo me afronta
e a esperança que há em mim vive.
Mas morre,
momentos mais tarde
pois
dás,
tiras,
dás,
tiras.
Hoje digo-te a ti
algo que um dia escrevi:
"Estás constantemente a dar-me para trás,
esqueces-te é que para trás também há caminho."
E eu vou seguir o meu.
Sozinho.
Adeus.
Olá.
Adeus...
Na minha cabeça encontras
confusão
desorientação
preocupação.
E é assim que tenho vivido,
Olho para tudo e nada faz sentido
confusão
Olho para tudo e nada encontro
desorientação
Olho para tudo e tudo me apoquenta
preocupação
Não acabo o que começo
depois de parar não recomeço
tenho vontade de ir
mas não paro de fugir
Perdido
estou perdido.
Em tudo.
Na vida.
Mas isso vai acabar,
quando eu souber recusar
a influência que tens
em mim.
Dás,
tiras,
dás,
tiras,
vezes sem conta
o desejo me afronta
e a esperança que há em mim vive.
Mas morre,
momentos mais tarde
pois
dás,
tiras,
dás,
tiras.
Hoje digo-te a ti
algo que um dia escrevi:
"Estás constantemente a dar-me para trás,
esqueces-te é que para trás também há caminho."
E eu vou seguir o meu.
Sozinho.
Adeus.
Olá.
Adeus...
sábado, 30 de outubro de 2010
simplesmente, ébrio
um whisky no momento certo,
transforma até o pensamento mais disperso,
remédio dos poetas
forma de ver o mundo em imagens concretas
mas há dias em que nem a mais erudita das bebidas
faz ver minha vida completa
apenas mais uma imagem borratada
de uma pintura deplorável
apenas mais uma nota desgarrada
de uma melodia não amável
são estúpidos dias
em que nem a mais reles das cachaças
adormece meu sono
são malditos dias em que nem rei sem trono
mendigo descalço procurando um cadafalso onde cair ...
e absurdos dias em que bagaço não me adormenta
e a sangria de minha alma nem meu corpo esquenta ...
são inúteis dias em que com a alma dormindo
meus olhos teimam abrir ...
e a demência da minha eloquência não se ausenta e teima me possuir ...
transforma até o pensamento mais disperso,
remédio dos poetas
forma de ver o mundo em imagens concretas
mas há dias em que nem a mais erudita das bebidas
faz ver minha vida completa
apenas mais uma imagem borratada
de uma pintura deplorável
apenas mais uma nota desgarrada
de uma melodia não amável
são estúpidos dias
em que nem a mais reles das cachaças
adormece meu sono
são malditos dias em que nem rei sem trono
mendigo descalço procurando um cadafalso onde cair ...
e absurdos dias em que bagaço não me adormenta
e a sangria de minha alma nem meu corpo esquenta ...
são inúteis dias em que com a alma dormindo
meus olhos teimam abrir ...
e a demência da minha eloquência não se ausenta e teima me possuir ...
bad mood
Simplesmente disparatando lanço eu o primeiro calhau, simplesmente bad mood, mau humor no seu ponto mais vasto ... que assim seja ...
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
o inicio do inicio...

Surge como um desafio e não é mais de que dois diferentes devaneios sobre o mesmo tema …um blogue a dois e destinado a muitos mais… de quem apenas gosta de escrever para quem, esperemos nós, goste de nos ler … explicando melhor, anunciaremos o tema/sentimento/estado de espírito semanalmente, ou como nos dar na real tola, e de seguida escreveremos sobre ele … uma espécie de desafio que lançamos um ao outro…
enfim, vamos ver onde isto vai parar ...
Tiago C. e J. Castro
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