sexta-feira, 12 de novembro de 2010

round 2 ? a resposta ...

auto-controlo?

para quando o controlo não necessário
apenas profundo conhecimento
das verdadeiras razoes do ser
respirar
viver
ousar não crescer
mas pontualmente escolher
o momento da simples e pura evolução
de um volátil coração
e de uma complexamente simples ilusão
de que meu cérebro
se rege por alguma impropria
obscena
obscura
razão.
sem nomes ou cores
sem medos
relevos ou tremores
apenas psicadélica corrente
em uma mente não dormente
sempre efervescente
tumulto de palavras
sem ideias claras
simples tons de cinzento não negro
em claro fundo não branco
sem linhas nem quadrados
sem réguas nem esquadros
apenas livres pensamentos emoldurados
para que assim sejam guardados
e mais tarde rebuscados
servindo de fundamento
a incongruente discurso
desprovido de mental razão
mas completo de razão pessoal
afectando o ler impessoal
do visual mundo que por mim passa
fazendo desta mente devassa
uma colecção não escassa
de limpas imagens em legendas de chinês...

assim me lês, não compreendes e reles
mas nem na vigésima vez
almejas perceber o que assim me fez ...


bem ... mais logo lanço o round 3 ...

domingo, 7 de novembro de 2010

Auto-Controlo

Por favor abra numa nova aba o link apresentado e apenas comece a ler, muito lenta e calmamente, o texto apenas no momento em que a música começar.


Obrigado.

http://www.youtube.com/watch?v=l7_bpeiIJ2A



...



Isolo-me
Com esta música, calma, apaixonada.
Controlo
esta fúria abandonada
em meu corpo enquadrada
desenquadrando-me de tudo o resto.

Quanto mais alto o volume
mais força ganha o meu querer
preso dentro de mim
nesta paz
que me faz
não querer sair
deste mundo
que tem as cores que pinto
claras, escuras
dependendo do que sinto.
este mundo
que tem o nome que lhe dou
com letras, palavras
alinhadas, organizadas
com aquilo que sou.

Sentido?
Pode não fazer nenhum
mas é mesmo assim.

Round 2...

...





En garde!



...

Confusão...

Confusão...

Na minha cabeça encontras
confusão
desorientação
preocupação.

E é assim que tenho vivido,
Olho para tudo e nada faz sentido
confusão
Olho para tudo e nada encontro
desorientação
Olho para tudo e tudo me apoquenta
preocupação

Não acabo o que começo
depois de parar não recomeço
tenho vontade de ir
mas não paro de fugir

Perdido
estou perdido.

Em tudo.

Na vida.

Mas isso vai acabar,
quando eu souber recusar
a influência que tens
em mim.

Dás,
tiras,
dás,
tiras,
vezes sem conta
o desejo me afronta
e a esperança que há em mim vive.

Mas morre,
momentos mais tarde
pois
dás,
tiras,
dás,
tiras.

Hoje digo-te a ti
algo que um dia escrevi:

"Estás constantemente a dar-me para trás,
esqueces-te é que para trás também há caminho."

E eu vou seguir o meu.

Sozinho.


Adeus.

Olá.

Adeus...